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domingo, 22 de novembro de 2009

Um novo jeito



“Não há caminho novo. O que há de novo é o jeito de caminhar”, já nos disse Tiago de Melo. Os caminhos são muitos... E certamente todos nós buscamos um jeito novo de caminhar. Um jeito mais gentil, mais amigo, mais atencioso, eu diria até mais elegante. Jeito esse que se reflete em nosso comportamento. E que por isso passa a ser percebido.
Você pode dizer que não é fácil mudar o próprio jeito e eu concordo, mas acrescento: é possível. É uma questão de disposição, atitude e educação. Disposição porque é preciso querer, estar a fim de mudar e encarar o esforço e a vigilância necessária para realizar tal mudança.
De atitude porque à medida que mudamos internamente nossa forma de pensar, de ver, de sentir, isso vai se refletindo em nosso comportamento.
De educação porque reflete a aquisição de valores, regras sociais e conceitos que nos permite manter um relacionamento melhor e mais equilibrado com a sociedade de modo geral. Dessa forma, podemos aprender, ensinar e aprender ensinando.
As situações educativas do cotidiano se apresentam para nós na medida exata daquilo que precisamos aprender. Elas são sempre compatíveis com a nossa necessidade. Por isso, somos capazes de aprender ensinando.
Quer seja no ambiente familiar, escolar, profissional, religioso sempre teremos a oportunidade de nos apresentamos com um jeito novo e logicamente melhor de nos comportarmos.
É importante lembrar que o jeito novo ao qual me refiro vai muito além do comportamento polido do tipo usar talheres de forma adequada ou das ‘palavrinha mágicas’, por favor e obrigada. É, na verdade, a educação e a gentileza desobrigada. As que fazemos porque sentimos prazer em fazer, porque respeitamos a todos, porque queremos que o outro nos trate da mesma forma, e por fim porque estamos aprendendo a gostar de gente, seja quem for.
É fácil percebermos quando esse jeito novo começa a ser internalizado em nós, porque há uma maior aproximação do outro. Ser gentil, alegre, carinhoso, simples, atencioso é ter um imã do qual as pessoas não conseguem se afastar. Porque no fundo o que todos queremos é sermos bem tratados, mesmo quando ainda não sabemos expressar esse querer de forma adequada.
Na mesma medida que esse jeito novo vai sendo internalizado ele vai sendo externado através de palavras e atos. Então, passamos a ter palavras mais doces do que amargas, olhares mais amigos que críticos, mãos mais carinhosas que violentas, pensamentos mais compreensivos que intolerantes... enfim um comportamento que reflete o respeito ao outro.
Somos pontuais, respeitamos os limites, aceitamos as escolhas e os escolhos, cumprimentamos aqueles que ainda não conhecemos, ouvimos mais que falamos, oferecemos pequenos mimos, somos solidários, generosos, delicados, amigos, tudo na exata medida do que já nos permitimos...
Lembre-se: o seu jeito atual e o seu novo jeito de ser só depende de VOCÊ!
Elisa Oliveira


Foto by elisa, Rodovia Ilhéus/Itacaré km 25/26.

Crenças



Uma caravana de camelos atravessa o deserto. Chegou a hora do descanso e o cameleiro preparava-se como habitualmente para prender os camelos às estacas quando verificou que faltava uma estaca. Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana:
- Mestre, falta-me, uma estaca para um camelo. Como fazer?
- Não tem problema. Eles estão tão habituados a ficar presos que se tu fingires que o atas com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do sítio.
O cameleiro assim fez e o camelo ali ficou toda a noite.
No dia seguinte, quando se preparavam para partir esse camelo simplesmente recusou-se a sair do sítio, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força. Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao mestre contando-lhe o sucedido.
- Homem, respondeu-lhe o mestre. Que fizeste ontem? Não fingiste que o atavas à estaca? Então faz o mesmo hoje. Finge que o desamarras. O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada.

Recebi por e-mail sem autoria.

Já pensou o quanto suas crenças definem suas ações, seus pensamentos,seus sentimentos? Elas te aprisionam ou te libertam? Refletir sobre estas questões podem definir nosso caminhar sem amarras habituais e/ou ilusórias ou acorretado pelas amarras de convenções e/ou regras estabelecidas com pouco - ou nenhum - discernimento.

Foto by elisa, Hotel Jardim Atlantico, Ilhéus(BA).

sábado, 21 de novembro de 2009

Exercício da Vontade


“Obedecer não é negar a vontade e o sentimento, mas exercitar o próprio poder de escolha para cooperar com os outros na produção de algo maior e melhor do que aquilo que se faria sozinho”.
HAMMED (Espírito). Renovando Atitudes. São Paulo: Boa Nova, 2004, p. 73.

Exercício da Vontade é antes de mais nada seguir o curso natural da vida, é deixar fluir, é ser coerente no sentir e no agir - algo difícil -, é fazer escolhas, correr riscos, assumir.